
Continuamos em grande. O país contínua económica e financeiramente na merda e já começamos a ouvir falar de possíveis medidas de austeridade que poderão ser impostas pelos membros do FMI e da União Europeia, como é o caso da possibilidade dos subsídios de férias e Natal dos Funcionários Públicos poderem ser pagos em Títulos do Tesouro. Na prática, chegada a altura devida de receber esses subsídios, os trabalhadores do Estado, em vez de verem os euros cair na sua conta bancária, vão receber um papelinho muito bonito que diz que poderá ser trocado por dinheiro. Mas daqui a uns bons anos. Até lá, podem pendurá-lo na parede da sala para ajudar na decoração e dar com os sofás.
Os trabalhadores do público que se vão preparando. Os do privado, para já, vamos continuando na expectativa daquilo que se irão lembrar para não se esquecerem de nós.
Enquanto isso, a nossa classe politica e aqueles que nos (des)governam continuam no seu melhor.
Tal qual aqueles que há muitos anos receberam casas de mão beijada no Bairro de São Pedro, em Elvas, e em pouco tempo as conseguiram praticamente destruir e muitos outros que por Elvas e pelo resto do país andam sem fazer a ponta dum corno, apenas à espera que o subsídio chegue ao fim do mês, o Lello do Partido Socialista também é um óptimo exemplo do que significa sustentar alguém à espera que faça alguma coisa de produtivo para o bem da sociedade.
No início sempre temos a esperança, mas ao fim de alguns anos (ou legislaturas, se preferirem) acabamos por perceber quando alguém não tem qualquer utilidade. Apenas teve a sorte de ter os amigos certos para chegar ao lugar certo.
A cena que ontem se soube, passada com o Lello, é mais que demonstrativa que estamos entregues às mãos de palhaços ignorantes.
O ignorante do senhor José Lello, Deputado pelo Partido Socialista, convencido de que andava a brincar aos chats privados no Facebook com os seus amiguinhos, qual puto da escolinha, publicou nessa rede social uma mensagem em que dizia "Este presidente é mesmo foleiro". Tão bem fez a coisa, que a mensagem acabou publicada de forma pública, acessível a toda a gente.
E isto porquê?! Simples! Porque o Presidente da República não convidou os Deputados para a cerimónia do 25 de Abril, realizada no Palácio de Belém.
No entender do Lello, o Presidente deveria ter convidado os 230 marmanjos da Assembleia para irem até lá. Certamente para serem mais uns a beberem uns Martinis e comerem umas entradas à pala do contribuinte.
O Lello já devia estar farto de brincar no MSN, no Twitter e no Facebook e apetecia-lhe sair a apanhar um bocado de ar e nada melhor que ir até ao Palácio dizer umas piadolas e dar umas entrevistas. Como não foi convidado, amuou!
Depois de ser aperceber da porcaria que tinha feito, foi vê-lo a correr de Televisão em Televisão a dar entrevistas e a justificar-se. E perdoem-me a opinião, mas a justificação que deu para o sucedido foi ainda mais patética e hipócrita do que o próprio "engano".
Segundo ele, "Se eu dissesse em politiquês o que pensava, teria dito que o senhor Presidente não tinha sido suficientemente abrangente para incluir os partidos políticos e os demais parlamentares naquela que era a festa do 25 de Abril".
Se alguém ainda achava que politico não é hipócrita, aqui cai a teoria por terra.
Numa altura em que estamos a viver num lamaçal de problemas e dividas, os nossos dirigentes políticos, em vez de se preocuparem com o que realmente é importante para nos conseguirem tirar daqui o mais depressa possível, comportam-se com a maior das leviandades e irresponsabilidades e entretêm-se com tretas que só ajudam a enterrar-nos ainda mais.
Se bem se lembram, foi este mesmo Lello que há uns meses/anos fez um escândalo em plena Assembleia da República porque se sentia incomodado por os jornalistas presentes na Assembleia se sentarem por trás do Deputados e poderem ver o que estes tinham nos ecrãs dos seus computadores. Agora percebo o porquê de tanto incómodo. O Lello não tinha privacidade para manter as suas conversas nos chats e actualizar o seu Facebook. Não há condições!
Para terminar, ao Engenheiro Lello, eu deixo uma sugestão. Se já ouviu falar num programa que o seu Governo pôs em prática há uns anos, chamado de Novas Oportunidades, e que servia essencialmente para passar diplomas avulso, sugiro-lhe que investigue se por lá não têm um curso de uma conhecida colecção. Em português e para ele seria, "Facebook para Totós".
Certamente que se mesmo assim tivesse dificuldades em concluir o curso com sucesso, não seria nada que uma ida à escola num Domingo não resolvesse.
JP