Antes de saires de casa presta atenção

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Copy/Paste

Para o post de hoje vou recorrer a uma das melhores e mais úteis funcionalidades que a informática e os computadores trouxeram: o copy/paste.

Encontrei um texto que li e gostei bastante. Fala sobre a distribuição de riqueza pelas pessoas.
Pelo que pude ver já tem uns quantos anos mas acho que no geral continua bastante actual. Certamente não será para levar totalmente à letra mas a idéia que está por detrás aplica-se perfeitamente a muitas situações actuais. Aqui fica.

"Um professor de economia na universidade Texas disse que nunca tinha reprovado um único aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma turma inteira.
Esta turma em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e "justo".
O professor então disse: "Então vamos fazer uma experiência socialista nesta turma. Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas nos testes".
Todas as notas seriam atribuídas com base na média da turma e portanto seriam "justas”.

Isso queria dizer que todos os alunos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também queria dizer, claro, que ninguém receberia um "A", pois a média certamente não o permitiria.
Depois da média das primeiras provas que foi tirada, todos receberam um "B".
Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos, pois eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam da onda de alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos.
Como um resultado, a segunda média das provas foi um "D". Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um "F". As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma. A busca por "justiça" dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma.
No final das contas, já ninguém queria estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos chumbaram o ano...

O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela foi baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi o seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado.
"Quando a recompensa é grande", disse ele, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável."
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os mais favorecidos pela prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar a alguém aquilo que não tira a outro. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."

Adrian Rogers

JP

2 comentários:

Anónimo disse...

Deve ser por isso do "esforço individual" que as receitas económicas passam sempre pela redução do défice (menos direitos sociais) e a moderação ou até mesmo a redução de salários para que apenas uns poucos controlem e dominem a economia mundial. E se houver alguma perda de benefícios (ponhamos por caso pela erupção de um vulcão, por exemplo), já temos aí as companhias aéreas a pedirem o dinheiro do Estado (isto é, com os meus impostos que pago religiosamente) sem que eu tenha benefício nenhum.

Se é o mercado e o esforço individual o que dá, por que tenho de ser eu a pagar as más decisões de bancos e empresas com o dinheiro que enquanto contribuinte tenho de pagar?

Já estou farto dessa treta toda do neoliberalismo que defende tal copy&paste. Que todo o mundo trabalhe? Concordo, mas sem deixar de lado a ajuda a quem necessitar. Não quero um país onde o "esforço individual" faz com que cerca de 50 milhões de pessoas não tenham direito à saúde por não terem dinheiro para isso. Não quero um país onde uns poucos recebem uns ordenados chorudos e a gente fica na miséria. Um país onde as desigualdades sociais são muito fortes do que as nossas.

Por que não falam, por exemplo, do modelo escandinavo? Um exemplo de que é possível fazer bem as coisas defendendo os interesses individuais das pessoas mas com atenção para aquele que precisa,

Outro Anónimo disse...

Caro anónimo anterior, também li o tal copy&paste e não me parece que defenda qualquer modelo económico, apenas ataca um, o homem que escreveu o texto possivelmente defenderia algum outro mas dali só se percebe qual ataca.

E tem razão na minha opinião, aquele modelo económico depois de aplicado durante mais de meia década em vários países deu na práctica o mesmo resultado que a experiência, os países da esfera soviética caíram numa economia decadente que estava nesse estado pelas mesmas razões.

O tal "neoliberalismo" que é atirado ao ar constantemente não é mais que o bom e velho corporativismo do Salazar e amigos, de liberalismo não tem nada, é tão estatista como o modelo socialista/comunista e sofre do mesmo erro fundamental que o levará eventualmente ao mesmo destino.

A maioria das pessoas funciona por estímulos sejam eles económicos ou de consciência, e se o estado os altera, força e "redistribui" dá este resultado, seja um estado que seja dono de empresas e lá ponha os amigos, seja um estado que tenha os amigos como donos das empresas. Não é à toa que a China passou tão rapidamente de um modelo para o outro, são fundamentalmente iguais.

O modelo escandinavo é certamente uma alternativa melhor a qualquer um dos dois/um, tal como o liberalismo a sério ou outros menos conhecidos. Vamos lá ver se depois do colapso deste se avança para algo melhor em vez de se andar a repetir os mesmos erros constantemente.