Antes de saires de casa presta atenção

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A nossa D. Sancho II

A escola secundária é um marco na formação da nossa personalidade, não só enquanto mestra e transmissora de conhecimento, mas também porque nos proporciona experiências e descobertas próprias da idade.

Numa cidade de província essa mística toma proporções maiores, uma vez que para a mesma escola confluem gerações e gerações de elvenses, remontando-nos para uma lembrança comum e sendo elo de ligação entre os elvenses.

A Secundária D. Sancho II de Elvas tem mais de 50 anos, denominada inicialmente de Escola Industrial e Comercial, tinha como objectivo a preparação dos elvenses para a vida activa. Anos mais tarde, e como resultado da fusão com a secção liceal, assumiu a denominação de Secundária.

Com uma localização privilegiada, mesmo em frente ao ex-libris da cidade, o Aqueduto da Amoreira, a Secundária D. Sancho II ocupa uma área considerável da avenida da Piedade, zona nobre do burgo, dando nas vistas a quem entra na cidade vindo de Lisboa.

São várias as histórias que nos vêm à memória se pensarmos na nossa passagem por aquele estabelecimento de ensino.

Os rapazes coincidimos numa recordação comum : a célebre coroa. Sendo o ponto alto das praxes aos calouros, todos os elementos do sexo masculino são brindados com o corte de uma circunferência de cabelo, cuja dimensão varia. Recordo-me que no meu caso, quase chegava ao tamanho de uma moeda de cinquenta escudos…havia-as bem mais pequenas.

Nunca frequentei nenhuma outra secundária, mas a nossa D. Sancho II é realmente única. Tudo tinha a sua razão de ser. O estridente som da campainha alertava-nos para mais um intervalo, ocupando cada qual a sua zona habitual de convívio. Era fácil identificar os grupos pelo local onde habitualmente se concentravam. A minha malta reunia-se detrás do ginásio.

O intervalo que tinha lugar às 10h20 era o mais esperado, não só porque era o maior, 20 minutos, como também o único que proporcionava uma oferta diferente no Bar : havia cachorros quentes!!! Sim, porque se as novas gerações têm uma panóplia de oferta alimentar, nos nossos bons tempos não íamos além das sandes de queijo e fiambre. Os cachorros no maior intervalo da manhã eram o furor da malta.
Como alternativa tínhamos o Supermercado Galego e os bolos da Padaria junto ao Jardim Municipal, onde sempre se podiam degustar alguns bolitos. Nessa altura entrava-se e saia-se tranquilamente da escola sem os stresses de hoje em dia.

Alguns professores também marcaram a história da nossa Secundária, com alcunhas mais ou menos sugestivas, mas que contribuíram de forma activa para tornar ainda mais memorável a nossa passagem pela escola, bem como os inesquecíveis funcionários sobre os quais sou suspeito de emitir pareceres por razões familiares.

No passado sábado a nossa Secundária D. Sancho II abriu portas à sociedade depois de um ano e meio de obras de reestruturação que a redimensionaram e a apetrecharam condignamente para continuar a formar elvenses e a prepará-los para o futuro.

Faço votos que as novas instalações sejam apenas o motor para aumentar a qualidade do ensino ministrado e que contribua para que, em futuros rankings, a nossa D. Sancho II possa melhorar o seu desempenho não só a nível regional, mas também nacional, fazendo dela uma referência.

São Mais Dualidades!!!
NP

domingo, 30 de janeiro de 2011

As Escolhas dos Dualidades (#121)

Aproveitando a temática e a iniciativa da candidatura do Fado a Património Cultural Imaterial da Humanidade, que aconteceu oficialmente na passada Sexta-feira, no Teatro de São Luiz, em Lisboa, o Dualidades, neste domingo musical, decidiu trazer duas escolhas que nos remetem para esse estilo de música que faz parte da nossa identidade cultural.

Uma das escolhas não deixa quaisquer dúvidas, é um fado na sua vertente mais pura e interpretado por uma das vozes que nos dias de hoje melhor representam o estilo.
A outra escolha, tem por base o fado, sem dúvida, mas numa versão mais "alternativa". Traz-nos uma combinação muito própria do nosso fado no mais original com algo de menos... acústico. :)

Com estas duas musicas e desde aqui ficamos a torcer para que esta candidatura chegue a bom porto e que este estilo de música tão próprio tenha o reconhecimento internacional que certamente merece.
Quanto a vocês, já sabem. Votem. Na versão mais original ou na versão mais alternativa.

Silêncio que se vai cantar o fado.

Dualidades NP

Dualidades JP

Bom Domingo.

JP

sábado, 29 de janeiro de 2011

Sugestão Dual (#60)

Hoje vou fazer algo inédito nesta rubrica! Ui... suspense...
Pela primeira vez, vou repetir uma sugestão... mais ou menos...
Vou recomendar uma peça de teatro, uma comédia, que já aqui tinha recomendado lá para alturas de Abril deste ano, mas com uma pequena diferença. A peça nessa altura apresentou-se em Lisboa, saiu de cartaz na capital e rimo ao Porto. Agora volta novamente a Lisboa.

Depois do sucesso que teve, primeiro em Lisboa, no Auditório do Casino Estoril, e depois no Teatro Rivoli, no Porto, regressa a Lisboa a peça "Mais Respeito Que Sou Tua Mãe!", agora no Teatro Armando Cortez, na Casa do Artista.

Para os mais distraídos, volto a fazer aqui uma pequena apresentação do que trata esta comédia.
Ela é interpretada por um actor que considero bastante versátil embora o identifiquemos exactamente com este estilo da comédia. Falo de Joaquim Monchique.
Como já referi, desta vez, a peça encontra-se em cena na Casa do Artista, e estreia no próximo dia 9 de Fevereiro.

Ela aborda a história de uma família portuguesa, da classe média baixa, que vive em plena crise económica.
Joaquim Monchique assume a personagem de Esmeralda Bartolomeu, que é a cara dessa família, uma dona de casa de 50 anos, que se depara com questões que vão tornando difícil a sua relação com os filhos adolescentes e o marido.
Para além da interpretação, a encenação, a adaptação e a cenografia também estão a cargo de Joaquim Monchique.
Uma peça bastante divertida que possivelmente retrata os problemas de muitas famílias portuguesas. A ver.

Comprar bilhetes aqui.

Bom fim-de-semana.

JP

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Colecção António Cachola no Museu Berardo

Um destes dias estive no Centro Cultural de Lisboa, mais concretamente no Museu Berardo onde a Colecção António Cachola esteve exposta durante quatro meses no âmbito de um intercâmbio levado a cabo entre as duas estruturas.

À primeira vista, quando o Museu foi inaugurado, prevalecia a ideia de que não traria grande benefício à cidade, mas não foi preciso muito tempo para se perceber o contrário.

Inaugurado em Julho de 2007 conseguiu, em pouco mais de três anos, incluir Elvas no pobre roteiro cultural da arte contemporânea portuguesa. Se até aqui apenas contavam o Museu Berardo em Lisboa e o Museu de Arte Contemporânea da Casa de Serralves no Porto, a partir de então, a província e o Alentejo passaram a ter o seu próprio espaço, paredes meias com a vizinha Espanha e com o MEIAC (Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporâneo) sedeado em Badajoz.

Dirigido até há bem pouco tempo pelo historiador, crítico de arte e comissário, João Pinharanda e contando com o vasto espólio da colecção privada do elvense António Cachola, o MACE local tem apresentado grande dinâmica com colecções semestrais que a pouco e pouco tem dado a conhecer aos elvenses, e a quem nos visita, uma forma de arte que, primeiro se estranha e depois se entranha.

Tem atraído a Elvas Ministros e outros políticos, artistas plásticos, numa interacção muito positiva que nos tem colocado no mapa.

O acervo, vasto e diversificado mas apenas reunindo artistas portugueses, contem obras de José Pedro Croft, Rui Sanches, Pedro Calapez, José Loureiro, Pedro Casqueiro, Ângela Ferreira, Noé Sendas, Joana Vasconcelos, João Pedro Vale, Fernanda Fragateiro, entre outros.

E se em Elvas se destacaram peças de Joana Vasconcelos tais como A Noiva, o famoso lustre formado por tampões, o Wash & Go, feito a partir de collants coloridos, ou a Cama Valium em Lisboa, a Colecção Cachola destacou-se através da escultura de João Pedro Vale, "A culpa não é minha", "uma árvore nodosa e atada, imponente e encalhada, seca e viva" que deu nome à exposição. Presentes estiveram também, a título de exemplo, o vídeo de João Tabarra sob o título "Encantador de Serpentes" onde é realçada a dificuldade de um homem anónimo num estaleiro de obras de um subúrbio em controlar uma grande mangueira de água a jorrar um violento fluxo de água, bem como a sequência de fotos de Augusto Alves da Silvam, captadas perto da base Lages no dia 16 de Março de 2003 quando os líderes de Portugal, Reino Unido, Espanha e Estados Unidos se encontraram para decidirem a invasão ao Iraque. 11 fotografias, 11 momentos do dia que nos mostram o mesmo local apenas directamente influenciado pela luminosidade decorrente do avançar do dia e da característica e instável meteorologia açoriana. E se a paisagem parece serena e imutável, tal encontro alterou por completo a realidade global com consequências que se mantêm presentes até ao dia de hoje.

A presença no Museu Berardo deu visibilidade à colecção e ao seu rico espólio, mas também a Elvas e ao MACE.
Faço votos de que esta dinâmica se mantenha e, apesar de não ser directamente percebida a mais-valia que o museu constitui, não nos podemos esquecer que é um pólo importante de atracção de turismo de qualidade, numa cidade cuja principal saída económico-financeira é saber criar condições para chamar a si portugueses e principalmente extremeños.

São Mais Dualidades!!!
NP

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Top 200 da década

No passado mês de Novembro, por alturas do nosso aniversário, o Dualidades escolheu as músicas de 2010. Aquela música nacional e a música estrangeira que mais nos marcaram, a cada um dos dois. Depois de muito pensar, lá nos decidimos pelas nossas duas preferidas, que colocámos aqui.

Mais recentemente, a Rádio Comercial pediu a colaboração dos seus ouvintes para elaborar uma lista com as 200 melhores músicas da década.
Colocou um lote de músicas à votação dos ouvintes e ao longo das últimas semanas foi fazendo a sua ordenação com base nos votos.
No passado fim-de-semana apresentou o top das 200 mais e ao longo dos dois dias foi passando todas as músicas, em contagem decrescente, até chegar aquela que foi considerada pelos seus ouvintes como a música da década.
Confesso que não votei nessa.

A música, como tantas outras coisas, consegue criar as maiores dualidades de opiniões. O que para uns é intragável, para outros é um verdadeiro monumento musical.
Olhando para o Top 10, que aparece aqui ao lado, o primeiro comentário que me merece é para dizer que não tem grandes surpresas, no que a grupos e artistas diz respeito.
Se em termos de singles pode haver mais discussão, em termos de artistas acho que era mais ou menos previsível. Os principais pesos pesados e candidatos estão lá.
Não é por acaso que alguns "gigantes" da música, como são os U2, conseguem meter duas músicas entre as 20 mais votadas (talvez esteja a faltar aqui "Vertigo”) e os fantásticos Coldplay e Linkin Park metem três.
Alguma supresa para o facto dos Muse conseguirem colocar duas músicas no Top 10. Talvez porque ainda estão frescas na nossa memória.

Outros comentários que este top me merece.
Para começar, o facto da musica nacional estar alheada dos primeiros lugares. A primeira música made in Portugal aparece num algo modesto 26º lugar. O "feito" coube à mais recente ex-banda nacional, os Da Weasel, com o tema "Re-Tratamento". Grande música, sem dúvida.
Para encontrarmos outra amostra da música nacional temos de descer até ao 44º lugar, onde nos aparece a também já extinta banda de Tiago Bettebcourt, os Toranja, com o tema "Carta".
Ainda no âmbito nacional, é com bastante agrado que vejo os saudosos Silence 4 aparecerem no 45º lugar. Coincidência ou não, mais uma banda que já faz parte do Canal História.

Voltando às 20 mais, uma surpresa pela negativa e outra pela positiva. Pela negativa, o single "I Gotta Feeling" dos Black Eyed Peas, que conseguiu pôr o mundo inteiro a cantar e dançar e ficou apenas no 6º lugar. Era uma música que eu achava claramente que iria ter um lugar no pódio.
Em contrapartida, a minha surpresa pela positiva ocupa o 13º lugar e cabe à música "I'm a Bellever", dos Smash Mouth. A música que ficará para sempre associada ao ogre mais famoso do mundo, o Shrek. Nunca me passou pela cabeça que chegasse tão alto.

Para terminar, apenas dizer que para isto ficar mais ao meu gosto tinha de puxar o excepcional "Numb" dos Linkin Park para o primeiro lugar e uma outra das três mais dos Coldplay para a segunda posiação. Os U2 ficavam bem no terceiro lugar. ;)

Se quiserem ver e ouvir o Top 200 da Rádio Comercial cliquem aqui.

JP

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Oito e Oitenta (#135)

Oito – Carlos Silvino diz que mentiu

Apesar de todos termos a má sensação que teríamos que voltar a ouvir falar no malfadado Caso Casa Pia, nunca imaginamos a fantochada que veio ontem à luz.

Numa entrevista à revista Focus, Carlos Silvino confessa ter mentido e atribui a responsabilidade à policia e à medicação que lhe foi dada...diz-se inocente, afirma ser heterossexual e nega ser ou ter sido pedófilo. Inocenta ainda os outros arguidos, num volte face que ninguém estava à espera, conforme o afirmam alguns dos advogados dos arguidos.

Sá Fernandes, mantendo-se fiel ao seu estilo, demonstra não estar surpreendido, uma vez que sempre teve consciência que Bibi "reporia a verdade".

Confesso que não sei o que pensar sobre toda esta sujeira...se a intenção é confundir a opinião pública, se este homem está a receber dinheiro de alguém para dar o dito pelo não dito... a verdade é que a justiça condenou um conjunto de cidadãos, tendo para isso apurado um conjunto de depoimentos e provas...em que raio de país estamos nós metidos...


Oitenta – Coldplay no Optimus Alive



Depois de no ano passado ter conseguido ver os U2 em Sevilha num concerto brutal onde estiveram oitenta mil fãs da banda, para 2011 perspectiva-se outro concerto também bastante apelativo. Refiro-me aos britânicos Coldplay que vão marcar presença no dia 6 de Julho no Optimus Alive no Passeio Marítimo de Algés em Oeiras.

Os Coldplay não actuam em Portugal desde 2005, quando deram um concerto no Pavilhão Atlântico. Acredito, portanto, que a expectativa seja grande.

No âmbito do quinto aniversário do festival Optimus Alive, este vai contar com mais um dia que o habitual, oferecendo desta feita quatro dias. A não perder também os portuguesíssimos Xutos & Pontapés no dia 7 de Julho.

Encontramo-nos por Oeiras!!!!!

São Mais Dualidades!!!
NP

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Os Pilares da Terra

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Inglaterra séc. XII, uma mulher grávida chega desesperada a uma praça. Acotevela e tenta passar uma multidão que se prepara para assistir ao enforcamento de um homem.
Após o enforcamento dirige-se aos carrascos, amaldiçoando-os.
Assim começam Os Pilares da Terra, um dos melhores livros que já li e que me deixou sem dúvida rendida à escrita de Ken Follet.

Ao longo de 1000 páginas, é composto por várias histórias paralelas, todas elas unidas por um fio condutor onde Ken Follett consegue reconstituir de uma forma magistral a época medival, através de um leque diversificado de personagens.
Tudo gravita em torno da construção da catedral de Kingsbridge, onde Tom é o construtor e Philip membro do priorado responsável pela obra.
E aqui começa o retrato de uma epopeia com um periodo de grande conturbação, conspirações, ameaça, suspense, miséria, perseguições da igreja, violações, luta pela sobrevivência, bruxaria, ódio, vingança, desejo, erotismo, paixão e amor.

O leitor é transportado nesta grandiosa narrativa, com o rigor e a escrita fluida de Follet.
Do povo à aristocracia, surge-nos o retrato da idade média, do modo de vida das pessoas nas aldeias, nos castelos, nas abadias e a forma de subsistência da sociedade em geral.
É claramente referenciado as grandes surperstições do homem na época.

Mais uma vez, a manipulação da igreja com o eterno confronto entre Deus e o Homem, onde os padres não se coibiem de fazer os pedidos mais atrozes, estes sempre perdoados com a vontade de Deus e com uma simples confissão.
Diz Follet que "O principal desafio para um escritor de ficção, é criar um mundo imaginário e então arrastar o leitor até lá".
Este desafio foi para mim mais que conseguido e por isso aconselho vivamente.

Mimi


P.S.: a TVI já por várias vezes anunciou que iria exibir a série baseada no livro. Já por várias vezes desisti de tentar perceber quando. Só encontro as habituais novelas na programação.
Se houver interessados em ver a série sem ter de depender dos humores do Canal de Queluz, ouvi dizer (mas apenas isso, porque nunca experimentei) que pode encontrar os vários episódios aqui:
Episódio 1
Episódio 2
Episódio 3
Episódio 4
Episódio 5
Episódio 6
Episódio 7
Episódio 8

JP

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O País foi a votos...e decidiu!

"Cavaco Silva é o primeiro Presidente do segundo século da República!"

Foi mais ou menos com estas palavras que a RTP comunicou aos portugueses os resultados das suas projecções, caíam as 20 horas.

Para trás ficava um domingo ensolarado, mas frio, com temperaturas baixas que varreram todo o país, levando mais de metade dos eleitores nacionais a preferirem ficar quentinhos em casa, em lugar de se incomodarem a escolher o Presidente de todos os portugueses.

Apesar de toda a polémica que rodeou a campanha eleitoral e de mais algumas histórias que vieram a público e nos demonstraram uma vez mais que a classe política nacional vive de compadrios e que muitas vezes serve os seus interesses pessoais em detrimento do interesse do país e dos cidadãos que os elegem, Cavaco Silva reforçou a percentagem de votos que tinha obtido cinco anos antes, confirmando a regra que em Portugal o Presidente é eleito para dez anos.

No entanto, o descrédito da classe política esteve bem presente no concelho de Elvas onde a abstenção atingiu os 63,8%. Expressivo. Nenhum outro concelho do distrito de Portalegre se aproximou sequer da percentagem de elvenses que não se dispuseram a ir votar. Razões? Talvez estejamos fartos de mentiras, de promessas não cumpridas e conscientes de que fosse qual fosse o eleito nada contribuiria para atenuar os males que assolam o concelho e a região.

Em 2006, a abstenção atingiu em Elvas os 46,7%. Cinco anos depois mais 17% dos elvenses optou por não expressar a sua opinião. Julgo que merece análise e atenção de quem é político.

Para a história fica ainda a caricata situação dos cartões do cidadão que privaram muitos portugueses de exercer o seu direito de voto e geraram a confusão imprópria de um país evoluído.

Para vossa análise ficam os resultados do Concelho de Elvas.

Cavaco Silva - 3.364 votos - 49,37%
Manuel Alegre - 1.830 votos - 26,86%
Fernando Nobre - 798 votos- 11,68%
Francisco Lopes - 492 votos - 7,22%
José Coelho - 254 votos - 3,73%
Defensor de Moura - 78 votos - 1,14%

Abstenção - 12.900 votos - 63,78%
Votantes - 7.326 votos - 36,22%

Cavaco Silva venceu em dez das onze freguesias do concelho, já que Manuel Alegre venceu em São Vicente em Ventosa.

Durante os próximos cinco anos, Cavaco Silva continuará a ocupar o Palácio de Belém.

São Mais Dualidades!!!
NP

domingo, 23 de janeiro de 2011

As Escolhas dos Dualidades (#120)

Aqueles que hoje por aqui passarem vão dividir-se em três grupos. Os que já votaram, os que ainda não votaram porque acharam por bem passar antes no Dualidades e, o terceiro grupo, aqueles que não vão pôr lá os pés.
Para o segundo grupo, o daqueles que decidiram passar pelo Dualidades antes de lá ir pôr o boletim na urna, não vou alongar-me muito.

Hoje é mesmo dia de decidirmos quem vai ser o nosso próximo Presidente para os próximos 5 anos.
Mas dada a situação actual do país, o descrédito nestas eleições e a falta de esperança que elas consigam trazer-nos algo de bom e útil no futuro é ainda maior do que o habitual.

Depois de acompanhar, na medida do possível, alguma coisa do que se ia passando na campanha eleitoral, chego ao dia H com a noção de que nenhum dos principais candidatos me convenceu. Entre a continuação de mais do mesmo que um deles representa e o efeito novidade que o outro tinha há 5 anos e entretanto se perdeu, por vários motivos, o meu voto não vai para nenhum.
Assim sendo, hoje vou passar por lá para dar o meu voto ao Coelho. Pelo menos foi o único que me fez rir durante a campanha.

E oiçam as músicas e aproveitem para votar aqui também. Afinal de contas, hoje pode ser o primeiro dia do resto das nossas vidas...

Dualidades NP

Dualidades JP

Bom Domingo.

JP

sábado, 22 de janeiro de 2011

Sugestão Dual (#59)

O Pavilhão Municipal de Elvas vai acolher na tarde de hoje o VII Convívio Internacional de Minibasquete "Cidade de Elvas".

A organização está a cargo da Secção de Basquetebol do Clube Elvense de Natação.

Além do clube anfitrião estarão presentes representações de históricos do basquetebol nacional, tais como o Barreirense, o Queluz ou o Belenenses, bem como alguns clubes alentejanos, casos do Portelbasket, o Salesianos de Évora, o André Resende também da capital alentejana, o Centro de Treinos da ABA/CME, o Atlético de Reguengos e o Campomaiorense. A conferir um estatuto internacional ao evento, o ABP e o Guadalupe, ambos da cidade vizinha de Badajoz, marcarão presença.

No total, cerca de centena e meia de jovens basquetebolistas, formando 14 equipas vão encher de animação e vivacidade o pavilhão elvense.

Fica o convite. Apareçam.

São Mais Dualidades!!!
NP