Antes de saires de casa presta atenção

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Eles estão de volta...

O saudosismo dos 80 continua bem presente. Tudo esta de volta...o Dallas, o V...e agora eles.

Talvez porque somos uma geração de trintões e quarentões agarrados aos bons tempos do passado, ou porque o que se fez foi muito bom, capaz de marcar uma geração e agradar a outra mais exigente como o é a actual.

Depois da adaptação ao grande ecrã de tantas historias de animação e ficção daquela altura chegou agora a vez dos pequenos e azuis estrumpfes que marcaram a nossa infância. Para quem como eu nasceu e cresceu na raia, em contacto diário com a televisão publica espanhola, a TVE, são antes os pitufos.

Seja em português ou em espanhol, a musica do genérico vem-nos de imediato a memoria, causando-nos uma certa nostalgia desses anos despreocupados das nossas vidas. Sou dos que gostavam a serio dos pequenos seres azuis, ao ponto de coleccionar os bonecos em PVC e recriar as suas aventuras em casa. Coisas de filho único.

Agora, décadas depois, os Estrumpfes ou Pitufos, voltam ao nosso convívio em versão cinematográfica e em 3D.

Vi o trailer e confesso que fiquei curioso por voltar ao universo azul, cuja linguagem estrumpfe ou pitufa se entranha.

A estreia aponta para o dia 11 de Agosto e por certo agradara a miúdos e graudos. Em véspera de fim-de-semana deixo-vos o trailer para abrir o apetite…e claro, o genérico da nossa infância. Boas recordações.





São Mais Dualidades!!!!
NP

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Alteração da lei do trabalho

Ontem deitei-me a ouvir os noticiários e lá ouvi mais uma medida de "austeridade". Não é propriamente nova pois é uma medida que já tinha sido abordada pelo anterior Governo e que este novo vai implementar, segundo decisão tomada no concelho de Ministros e acordada com a tal Troika.
Caminha no sentido de facilitar os despedimentos. Foi comunicado que, para os novos contratos de trabalho que sejam realizados, a compensação por cessação de contrato de trabalho baixará de 30 para 20 dias de salário base por cada ano de trabalho.
Não me consegui aperceber ainda se assim será, mas não me admira que agarrado a isso venha também a limitação do número de anos de trabalho sobre os quais será necessário indemnizar um trabalhador em caso de despedimento.

Os argumentos apresentados são os já conhecidos. Que facilitar os despedimentos facilita-se, em simultâneo, as contratações. Na prática, coloca-se maior facilidade do lado das entidades empregadoras em trocar de trabalhadores. Isso pode ser verdade, sem dúvida, mas esta medida pode ser um pau de dois bicos.
Não tenho dúvida nenhuma que vai facilitar as empresas num processo de triagem e escolha dos melhores trabalhadores. Será mais fácil acabar com a ligação com trabalhadores que no seu entendimento não dêem o rendimento esperado e não produzam o que deles se pretende. Isso é claro.
O reverso da medalha está, obviamente, do lado dos trabalhadores que perdem defesas. Pode penalizar aqueles que menos produzem pois vêm aumentar o risco de serem despedidos o que até pode ser positivo, pois obriga-os a aplicarem-se e esforçarem-se mais.
Mas quem pode ser penalizado e muito por esta medida sem ter feito nada para o merecer serão, principalmente, os trabalhadores mais velhos e que, se forem despedidos e voltarem para o mercado de emprego, terão mais dificuldade em arranjar um novo emprego.
Não tenho dúvidas que as empresas procuram quase sempre o mesmo, salvo as devidas excepções, que são colaboradores novos e com maior capacidade de produzir. E uma medida deste género vai facilitar a que um trabalhador quando chegue a uma determinada idade em que por esse facto a sua produtividade diminua, seja mais facilmente descartado e substituído por outro com metade da sua idade.

Como dizia em cima, é uma medida que me deixa com dúvidas sobre que tipos de efeitos serão predominantes com a sua aplicação. Se os positivos ou os negativos. Nem me atrevo a tentar adivinhar. Neste caso só mesmo o tempo o vai dizer.

JP

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Oito e Oitenta (#158)

Oito – Onde pára o Verão?

Procura-se! Foi visto o ano passado, trazia temperaturas elevadas, ausência de vento e noites abafadas.

Parece que o verão 2011 não quer marcar presença. As temperaturas andam em media dez graus abaixo das habituais para a época.

A semana passada estive a banhos, conforme vos dei conta aqui no nosso cantinho, e apesar do tempo estar agradável para fazer praia, as tardes foram marcadas por vento forte que provocava aos banhistas verdadeiras "sovas de areia", cenário pouco agradável para quem procura uma estadia agradável a beira-mar.

A temperatura da água, em consonância com a temperatura exterior, não convidava a grandes banhos, mais parecendo que se estava na Nazaré e não em águas algarvias.

Por fim, as noites apresentavam-se frescas, ou ate frias, bastantes diferentes das veladas quentes e abafadas que convidam a estar numa esplanada ao ar livre, ou nos fantásticos bares de praia propícios da época.

Enfim...aguardamos que apareça.


Oitenta – Menos incêndios

Mas, como não há bela sem senão, as temperaturas mais baixas têm permitido que o flagelo dos incêndios não se verifique como habitualmente.

As temperaturas mais baixas e alguns choviscos que tem assolado o norte do país contribuem para que a área ardida seja significativamente inferior a que se regista ano após ano.

O dia de ontem trouxe, contudo, alguns focos de incêndio ao distrito de Castelo Branco, sendo o mais preocupante em Polvarinho.

A previsão meteorológica aponta para que as temperaturas se mantenham com máximas de 33º em Elvas e mínimas de 17º ou 18º...

Pelo menos que a ausência do verão sirva para que seja francamente inferior a área nacional ardida.

São Mais Dualidades!!!
NP

terça-feira, 19 de julho de 2011

Aqui já justificava um corte

Já todos, uma ou outra vez, nos queixamos que nunca há um policia quando precisamos dele ou então que há pouca policia na rua e demais enfiados nas esquadras.
As causas podem ser variadas. Ou há poucos efectivos para o número de habitantes das nossas cidades ou são os agentes que são desviados para tarefas administrativas quando o seu lugar é na rua a zelar pela segurança dos cidadãos.

Por outro lado, todos nós já ouvimos polícias e principalmente sindicatos da classe protestar pela carência eu existe em muitos meios, desde fardamentos que têm de ser pagos pelos próprios agentes até viaturas que não andam, por estarem avariadas e não haver dinheiro para a sua reparação e até mesmo outras viaturas que não têm qualquer problema mas não podem ser usadas ao serviço por não haver dinheiro para combustível.
Como digo, razões para o menos bom funcionamento das forças de segurança podem ser muitas e variadas.

Sei que até pode ser uma gota de água num grande oceano, mas o Diário de Notícias, na sua edição de ontem, dava conta de que em toda a estrutura nacional da PSP existem mais 150 viaturas que estão alocadas exclusivamente a titulo particular de outros tantos chefes da Policia, e pagas, claro, pela PSP. Além disso, associado à viatura, muitos desses chefes contam também com motorista particular.

Segundo Diário de Notícias, "Trata-se de automóveis ligeiros, descaracterizados - alguns foram 'desviados' das equipas de investigação criminal - maioritariamente das marcas Audi, Skoda, Nissan, Mitsubishi e Ford Mondeo. Não têm controlo de quilometragem, de gastos com portagens ou de consumo de combustível".

Como dizia em cima, certamente que isto é uma gota de água no enorme oceano que é o orçamento nacional da PSP mas, principalmente nos tempos que correm em que as palavras mais ouvidas são as de crise, cortes e sacrifícios, este número parece-me bastante elevado.
Não quero ser totalmente radical e dizer que o lugar dos polícias é na rua, não a fazer trabalho de motorista dos seus superiores e colocar em causa a necessidade da totalidade destes chefes de elevada patente terem carro "de serviço", mas fico-me por colocar em causa se na estrutura nacional da PSP haverá 150 lugares que justifiquem tamanha benesse na defesa dos cidadãos.

JP

domingo, 17 de julho de 2011

As escolhas dos Dualidades (#145)

Em fim-de-semana de regresso de férias de alguns dos elementos do Conselho de Administração deste blog, aqui ficam as duas músicas para todos ouvirem e opinarem.

Dualidades NP

Dualidades JP


Bom Domingo.

JP

sábado, 16 de julho de 2011

Sugestão Dual (#80)

A sugestão para este fim-de-semana volta a ser de música e passa por um saltinho ao já 17º festival Super Bock Super Rock, por alguns considerado como o melhor dos festivais. São opiniões e como todas, são sempre discutíveis.
Este ano o festival volta a realizar-se nas imediações dos areais do Meco e prolonga-se por três dias. Começou já no dia 14 e termina hoje, dia 16.

Com uma programação extremamente completa, cheia de bandas, distribuídas por três palcos, para hoje, último dia, temos a seguinte oferta musical:

Palco Super Bock

X-wife
Brandon Flowers
Elbow
Slash
The Strokes


Palco EDP

Paus
Junip
Ian Brown
The Vaccines


Palco Meco

Kaesar E Henriq
Guillaume & The Coutu Dumonts (live)
Sascha Dive
Zé Salvador & João Maria
Ricardo Villalobos

JP

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A nova época futebolistica que aí vem

A nova época desportiva já começou e não tarda muito voltamos aos fins-de-semana da bola.
Na linha da frente apresentam-se, por tradição, os chamados três grandes mas, pelo que tem feito nos últimos anos, creio que o Braga também lá merece estar. Poderá até não conseguir lutar pelo primeiro lugar mas certamente irá afectar as contas que os outros pretendem fazer para lá chegar. É o quase quarto grande que o futebol português precisa.

Olhando um pouco para eles à imagem do que foi a época de transferências e a pré-época das equipas, o Porto, apresenta-se como o maior candidato ao titulo.
A maior condicionante que o Porto teve nesta fase de arranque foi mesmo a saída do seu treinador, para os ingleses do Chelsea. Representou um grande encaixe financeiro para o clube de Pinto da Costa mas obrigou-se a improvisar um treinador, com a chamada do ex-adjunto de Villas Boas para orientar a equipa.
Mas, em termos de jogadores, nenhuma das suas pedras fundamentais da época passada saíram, mantendo intacta a equipa que ganhou quase todas as provas onde participou. Vamos ver este ano como a equipa responde na Liga dos Campeões.

O Benfica, pelo que me parece, estará a cair no erro de outros anos. A tentar resolver problemas de épocas mal sucedidas com a compra de jogadores às paletes. Confesso que perdi a conta a quantos foram este ano, mas entre novas aquisições e chamadas de jogadores que estavam emprestados seguramente são mais de 12. Por muita qualidade que os jogadores tenham, isso só por isso não é garantia de uma boa equipa.
Para além disso, a grande maioria desses novos jogadores continuam a ser sul-americanos e nada habituados ao futebol europeu e português. Se a isso somarmos a saída do melhor jogador do ano passado, Fábio Coentrão, ficamos com uma grande interrogação e desafio para Jorge Jesus.

Quanto ao Sporting, para além da mudança e grande esperança depositada no novo treinador, Domingos Paciência, também enveredou pela mesma estratégia do Benfica: comprar muitos jogadores.
O plantel do Sporting este ano também sofreu uma pequena revolução, com bastantes saídas mas ainda mais entradas.
Domingos também vai ter um desafio semelhante ao de Jorge Jesus, que é pegar num plantel cheio de novidades e a partir disso construir uma nova equipa.

O Braga espero que confirme as ultimas boas épocas que fez, cá dentro e lá fora mas terá um bom desafio. Mais um que mudou de trrinador, depois de perder Domingos para o Sporting e que vendeu alguns dos seus jogadores importantes das passadas épocas.
O desafio é partilhado pela Direcção que tenta continuar com uma boa politica de contratações, de comprar bom e barato, valorizar os jogadores e depois vender mais caro e lucrando, como forma de manter a estabilidade financeira do clube.
Torço para que o consiga, pois como disse no início, o futebol português precisa de um bom Braga.

JP

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O novo troço da CRIL três meses depois

Está prestes a fazer 3 meses que foi inaugurada uma das obras rodoviárias mais esperadas da grande Lisboa. Cerca de vinte anos depois de ter começado a ser construída e após sucessivos adiamentos na data da sua inauguração, fosse por questões técnicas ou legais, fará no dia 16 deste mês três meses que esta via está aberta ao público na sua totalidade, ligando Sacavém a Algés.

Há 3 meses atrás estava bastante expectante com esta inauguração pois na teoria iria servir perfeitamente para as minhas deslocações diárias, de casa para o trabalho e vice-versa. Mas como isto já tinha acontecido com outras similares e o tempo de utilização veio provar que acabavam for ficar também congestionadas com o trânsito, havia sempre aquela dúvida.
Mas a verdade é que desta vez, com a abertura do troço final que liga Odivelas a Alfragide, as minhas deslocações diárias têm sido 5 estrelas.
Nestes três meses de abertura ao trânsito tenho sido um utilizador diário deste novo troço e posso dizer que ainda não houve um único dia que tenha apanhado fila. A intensidade do trânsito varia com a hora do dia, mas com mais ou menos trânsito, ainda nunca me aconteceu ter de parar.

Pondo de parte a radical limitação que os radares impõem de 70 quilómetros/horas, que alguns condutores ainda conseguem levar ao extremo de conduzirem a 50 ou 60 quilómetros/horas, posso dizer com toda certeza que, em termos rodoviários, esta foi a obra. Sem dúvida nenhuma melhorou a vida de muitos que diariamente pegam no carro.

Acredito que a crise, o aumentar das dificuldades financeiras de muita gente e o aumento do preço dos combustíveis tem feito muita gente pensar duas vezes e deixar o carro em casa, trocando-o pelos transportes públicos, mas ainda assim não tenho dúvidas que o novo troço da CRIL mexeu positivamente com o trânsito em Lisboa.

JP

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Oito e Oitenta (#157)

Oito: Resultados dos censos 2011

Acho que ninguém pode dizer que ficou surpreendido com os valores e as realidades que os censos 2011 vieram mostrar-nos, mas ainda assim o meu Oito.
É triste verificar que a tendência do nosso país continua a não ser invertida. Muito pelo contrário. Os distritos do interior, principalmente Alentejo e Trás-os-Montes continuam a perder habitantes para os habituais distritos do Litoral e para as grandes cidades.

As migrações do nosso país continuam a acentuar-se no sentido do costume. O distrito de Portalegre na sua totalidade conta com pouco mais de 100 mil habitantes. Menos que muitos concelhos da área da grande Lisboa ou grande Porto.
Muitas pessoas são literalmente obrigadas a sair do sitio que as viu nascer para conseguir encontrar o emprego que gostam ou, simplesmente, precisam. Eu me incluo.
Uma tendência que muito dificilmente vejo condições de ser inverter.


Oitenta: Rui Costa

Não, não vou falar do Rui Costa ex-jogador do Benfica. Vou falar do Rui Costa, ciclista que defende as cores da equipa espanhola da Movistar e participa actualmente na Volta a França.

No passado Sábado, o ciclista português venceu a 8ª etapa do Tour, a mais importante prova do ciclismo mundial.
Numa etapa que ligou Aigurance a Syper Besse Sancy, Rui Costa integrou uma fuga colectiva que começou bastante cedo. Todos os outros ciclistas que integraram a fuga foram sendo apanhados pelo pelotão, à excepção de Rui Costa, que conseguiu assim a vitória na etapa, percorrendo os 189 quilómetros num tempo de 4 horas, 36 minutos e 12 segundos.

O ciclista luso juntou o seu nome a uma lista de nomes consagrados do ciclismo nacional que conseguiram vencer pelo menos uma etapa da maior prova velocipédica mundial. Antes dele, apenas Joaquim Agostinho, Paulo Ferreira, Acácio da Silva, José Azevedo e Sérgio Paulinho tinham conseguido tal feito.

JP

terça-feira, 12 de julho de 2011

Tugas vs Moody's

Os tugas quando querem e quando se juntam num objectivo comum são assim. Normalmente conseguem atingir os seus propósitos.
A propósito da já longa polémica, no tempo e no espaço, com a Agência de Rating Moody’s, que de forma algo inesperada cortou o rating da dívida soberana portuguesa para o nível de "lixo" financeiro, o protesto nacional atingiu uma nova forma.
Ontem, durante várias horas, o site desta Agência norte-americana esteve inacessível.
A causa terá sido uma de duas hipóteses. Ou foi a própria Agência que optou por o fazer ou então, a causa mais provável, foi devido a uma acção de protesto convocada por cibernautas nas redes sociais.
Qualquer que seja a causa para o site estar em baixo, os portugueses estão envolvidos nisso. Ou obrigaram a Moody’s a baixar o seu site ou, pelo menos, a limitar o acesso ao mesmo, para se precaver dos tais protestos, ou então foram mesmo esses protestos que sobrecarregaram o site.

Segundo o que foi noticiado ontem, "de acordo com o que se tem dito no Twitter e também em alguns grupos do Facebook, um de dois factos pode ter acontecido. Ou a agência de rating norte-americana cortou o acesso ao website a todos os utilizadores que usem um endereço de IP português, o que se acredita que seja pouco provável já que utilizadores de vários lugares no mundo têm dito nas plataformas de interacção na rede que também não conseguem aceder ao portal, ou o protesto convocado nas redes sociais funcionou".

"Grupos no Facebook e mensagens no Twitter convocavam uma acção de protesto marcada para hoje, às 15 horas, com o intuito de derrubar o site da Agência financeira norte-americana a partir de um acesso online em massa".

Seja qual for a causa, a verdade é que o protesto organizado pelos cibernautas portugueses terá surtido o efeito pretendido e durante várias horas.
Posso dizer que quando eu tentei, já passava das 21 horas, o site americano ainda não estava acessível.
Este movimento pode ter sido apenas simbólico e não ter dado em nada, mas não deixa de ser essencialmente isso: simbólico.
Simbólico que os portugueses, quase sempre tão pacatos, comodistas e conformados, quando metem uma coisa na cabeça e se juntam num objectivo comum, lá vão eles.
A agência já fez este "jeitinho" a muitos outros países, empresas, bancos e afins, mas nenhum deles reagiu de uma forma tão contundente, notada e com tantas repercussões como aconteceu agora connosco. Aposto que as outras Agências vão pensar duas vezes antes de fazer o mesmo.
Ah, grandes tugas!

JP