Antes de saires de casa presta atenção

Mostrar mensagens com a etiqueta Policia Segurança Pública. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Policia Segurança Pública. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 19 de julho de 2011

Aqui já justificava um corte

Já todos, uma ou outra vez, nos queixamos que nunca há um policia quando precisamos dele ou então que há pouca policia na rua e demais enfiados nas esquadras.
As causas podem ser variadas. Ou há poucos efectivos para o número de habitantes das nossas cidades ou são os agentes que são desviados para tarefas administrativas quando o seu lugar é na rua a zelar pela segurança dos cidadãos.

Por outro lado, todos nós já ouvimos polícias e principalmente sindicatos da classe protestar pela carência eu existe em muitos meios, desde fardamentos que têm de ser pagos pelos próprios agentes até viaturas que não andam, por estarem avariadas e não haver dinheiro para a sua reparação e até mesmo outras viaturas que não têm qualquer problema mas não podem ser usadas ao serviço por não haver dinheiro para combustível.
Como digo, razões para o menos bom funcionamento das forças de segurança podem ser muitas e variadas.

Sei que até pode ser uma gota de água num grande oceano, mas o Diário de Notícias, na sua edição de ontem, dava conta de que em toda a estrutura nacional da PSP existem mais 150 viaturas que estão alocadas exclusivamente a titulo particular de outros tantos chefes da Policia, e pagas, claro, pela PSP. Além disso, associado à viatura, muitos desses chefes contam também com motorista particular.

Segundo Diário de Notícias, "Trata-se de automóveis ligeiros, descaracterizados - alguns foram 'desviados' das equipas de investigação criminal - maioritariamente das marcas Audi, Skoda, Nissan, Mitsubishi e Ford Mondeo. Não têm controlo de quilometragem, de gastos com portagens ou de consumo de combustível".

Como dizia em cima, certamente que isto é uma gota de água no enorme oceano que é o orçamento nacional da PSP mas, principalmente nos tempos que correm em que as palavras mais ouvidas são as de crise, cortes e sacrifícios, este número parece-me bastante elevado.
Não quero ser totalmente radical e dizer que o lugar dos polícias é na rua, não a fazer trabalho de motorista dos seus superiores e colocar em causa a necessidade da totalidade destes chefes de elevada patente terem carro "de serviço", mas fico-me por colocar em causa se na estrutura nacional da PSP haverá 150 lugares que justifiquem tamanha benesse na defesa dos cidadãos.

JP

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

PSP em greve. Sim ou não?

Esta semana recebemos a notícia de mais uma novidade que vai ocorrer em Portugal. A Policia de Segurança Pública prepara-se para fazer greve. Mais concretamente em Novembro, no dia em que se vai realizar em Portugal a cimeira da NATO.
Do lado do Governo, a resposta já surgiu, e diz que essa greve não é legal pois os estatutos da PSP não o permitem. Os sindicatos contrapõem dizendo que a partir do momento em que a PSP passou a ser incluída no "grupo" dos restantes funcionários públicos ganhou esse direito à greve.

A grande questão que se coloca é exactamente essa. Será que deve ou não ser permitido que a Policia de Segurança Pública ou outras forças de segurança façam greve?!
Por um lado, pelo facto de serem funcionários públicos, deveriam ter esse direito, tal como todas as outras classes de funcionários públicos.
Por outro lado, pela especificidade que envolvem as suas funções, nomeadamente no garantir da ordem pública e da segurança das pessoas, que não podem em momento algum ser postas em causa, será que esse direito à greve não deve estar permitido.

Sobre as questões legais de poderem ou não ter o direito à greve não me pronuncio. Dessas questões não entendo, por isso mesmo não tenho opinião.
No entanto, se me perguntarem a minha opinião, diria que sou contra a ideia da Policia de Segurança Pública e outras forças da segurança poderem fazer greve. Pela razão que referi em cima. Por serem responsáveis pelo garante da ordem pública e da segurança de todos nós. E entendo que a segurança deve garantida sempre, sem umas interrupções pelo meio para greves.
Felizmente o nosso país, comparado com muitos outros, em termos de terrorismo ou actos de violência, ainda é um país relativamente calmo. No entanto, nunca podemos dizer que estamos livres de que algo mais grave aconteça e para levar a cabo um atentado terrorista ou algo semelhante basta um dia de greve.
Ou até mesmo, se não quisermos dramatizar ou pensar em algo tão grave, simples actos de violência, roubo ou afins que podem prejudicar o comum dos cidadãos.

JP