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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

PSP em greve. Sim ou não?

Esta semana recebemos a notícia de mais uma novidade que vai ocorrer em Portugal. A Policia de Segurança Pública prepara-se para fazer greve. Mais concretamente em Novembro, no dia em que se vai realizar em Portugal a cimeira da NATO.
Do lado do Governo, a resposta já surgiu, e diz que essa greve não é legal pois os estatutos da PSP não o permitem. Os sindicatos contrapõem dizendo que a partir do momento em que a PSP passou a ser incluída no "grupo" dos restantes funcionários públicos ganhou esse direito à greve.

A grande questão que se coloca é exactamente essa. Será que deve ou não ser permitido que a Policia de Segurança Pública ou outras forças de segurança façam greve?!
Por um lado, pelo facto de serem funcionários públicos, deveriam ter esse direito, tal como todas as outras classes de funcionários públicos.
Por outro lado, pela especificidade que envolvem as suas funções, nomeadamente no garantir da ordem pública e da segurança das pessoas, que não podem em momento algum ser postas em causa, será que esse direito à greve não deve estar permitido.

Sobre as questões legais de poderem ou não ter o direito à greve não me pronuncio. Dessas questões não entendo, por isso mesmo não tenho opinião.
No entanto, se me perguntarem a minha opinião, diria que sou contra a ideia da Policia de Segurança Pública e outras forças da segurança poderem fazer greve. Pela razão que referi em cima. Por serem responsáveis pelo garante da ordem pública e da segurança de todos nós. E entendo que a segurança deve garantida sempre, sem umas interrupções pelo meio para greves.
Felizmente o nosso país, comparado com muitos outros, em termos de terrorismo ou actos de violência, ainda é um país relativamente calmo. No entanto, nunca podemos dizer que estamos livres de que algo mais grave aconteça e para levar a cabo um atentado terrorista ou algo semelhante basta um dia de greve.
Ou até mesmo, se não quisermos dramatizar ou pensar em algo tão grave, simples actos de violência, roubo ou afins que podem prejudicar o comum dos cidadãos.

JP

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Os dinamarqueses é que sabem

Ele há situações engraçadas e que demonstram o quão diferente podem ser as culturas existentes nos vários paises.
Em Portugal, quando se fala em greves, pensamos logo nas paralisações que os trabalhadores fazem, normalmente para reivindicar melhores ordenados, menos horas de trabalhos ou mais direitos numa ou noutra área específica. São aquelas coisas pelas quais e por cá consideramos normal parar de trabalhar e protestar.

Mas reforçando a ideia de como as culturas e hábitos podem ser diferentes quando mudamos de continente ou apenas de país, hoje falo de um tema que li na semana passada e relatava uma situação de greve que se passou num outro país europeu e por ventura um dos que apresentam melhor nível de vida e mais desenvolidos do mundo inteiro.
Falo da Dinamarca e da greve que os trabalhadores da fábrica de uma das mais conhecidas cerveja do mundo, a Carlsberg, fizeram.
A greve que os trabalhadores desta fábrica fizeram, por mais estranho que possa parecer, teve a ver com o facto da Administração ter proibido que esses mesmos trabalhadores pudessem beber cerveja indiscriminadamente durante o horário de trabalho.

Parece que até há poucos dias atrás, os trabalhadores da Carlsberg, na Dinamarca, podiam beber toda a cerveja que quisessem durante o seu horário de trabalho, apenas com o compromisso de que saberiam parar antes de ficarem com uma "grande cadela".
Como a Administraçao decidiu rever esta medida, permitindo o consumo desse bem precioso apenas na pausa para almoço, eles decidiram iniciar uma greve, alegando que a Administração violou algo que tinha sido acordado nas negociações entre ambos e que vai contra a tradição existente no país de beber cerveja "a toda a hora e em qualquer lugar".

Uma situação destas de "abstinência zero" não deixa de me causar algum divertimento quando penso no que seria se ela existisse também por cá.
Sabendo o quando o bom tuga gosta do seu copinho, imagino o que seria se nos fosse permitido o consumo de cerveja durante os horários de trabalho.
Uma coisa é certa, os dias de trabalho que por vezes são bem chatos e dificeis de levar até ao fim, certamente iriam tornar-se bem mais divertidos.
Naquelas reuniões chatas, em que muitas vezes temos de levar com alguns “cromos” a falar de temas que não interessam nem ao menino Jesus, se a habitual pausa para café fosse substituida por uma pausa para cerveja à descrição, a coisa ia levar-se bem melhor. Depois da terceira pausa, independentemente da parvoice ou da má notícia que fosse comunicada na reunião, iria dar origem a um devertimento pegado e uma boa disposição contagiante.

Mas bem vistas as coisas, analisando friamente esta realidade, se calhar os dinamarqueses é que estão certos e esta seria uma óptima forma de aumentar a produtividade. Afinal de contas, nada melhor que a boa disposição e motivação dos trabalhadores para aumentar a sua produtividade no local de trabalho.
A parte menos boa deve ser o tempo que se perde a caminho da casa de banho, pois como todo o bom apreciador de cerveja sabe, quando se começa a beber, o reservatório enche muito depressa.

Ainda assim, poderá passar por aqui a próxima proposta a fazer aos meus Aministradores. Se ela for avante, e aproveitando a chegada prometida do tempo mais quente, podemos brindar logo alí com uma Sagres ou uma Super Bock fresquinha. Sim, porque o produto nacional tem preferência.
Em alternativa e por uma questão de manter as tradições nacionais, podiamos mudar um pouco a idéia original e ajustá-la ao bem português copo de tinto. Pausa no trabalho e lá vai um "penalti". Isso é que era alegria no trabalho.

A notícia aqui.

JP