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terça-feira, 12 de julho de 2011

Tugas vs Moody's

Os tugas quando querem e quando se juntam num objectivo comum são assim. Normalmente conseguem atingir os seus propósitos.
A propósito da já longa polémica, no tempo e no espaço, com a Agência de Rating Moody’s, que de forma algo inesperada cortou o rating da dívida soberana portuguesa para o nível de "lixo" financeiro, o protesto nacional atingiu uma nova forma.
Ontem, durante várias horas, o site desta Agência norte-americana esteve inacessível.
A causa terá sido uma de duas hipóteses. Ou foi a própria Agência que optou por o fazer ou então, a causa mais provável, foi devido a uma acção de protesto convocada por cibernautas nas redes sociais.
Qualquer que seja a causa para o site estar em baixo, os portugueses estão envolvidos nisso. Ou obrigaram a Moody’s a baixar o seu site ou, pelo menos, a limitar o acesso ao mesmo, para se precaver dos tais protestos, ou então foram mesmo esses protestos que sobrecarregaram o site.

Segundo o que foi noticiado ontem, "de acordo com o que se tem dito no Twitter e também em alguns grupos do Facebook, um de dois factos pode ter acontecido. Ou a agência de rating norte-americana cortou o acesso ao website a todos os utilizadores que usem um endereço de IP português, o que se acredita que seja pouco provável já que utilizadores de vários lugares no mundo têm dito nas plataformas de interacção na rede que também não conseguem aceder ao portal, ou o protesto convocado nas redes sociais funcionou".

"Grupos no Facebook e mensagens no Twitter convocavam uma acção de protesto marcada para hoje, às 15 horas, com o intuito de derrubar o site da Agência financeira norte-americana a partir de um acesso online em massa".

Seja qual for a causa, a verdade é que o protesto organizado pelos cibernautas portugueses terá surtido o efeito pretendido e durante várias horas.
Posso dizer que quando eu tentei, já passava das 21 horas, o site americano ainda não estava acessível.
Este movimento pode ter sido apenas simbólico e não ter dado em nada, mas não deixa de ser essencialmente isso: simbólico.
Simbólico que os portugueses, quase sempre tão pacatos, comodistas e conformados, quando metem uma coisa na cabeça e se juntam num objectivo comum, lá vão eles.
A agência já fez este "jeitinho" a muitos outros países, empresas, bancos e afins, mas nenhum deles reagiu de uma forma tão contundente, notada e com tantas repercussões como aconteceu agora connosco. Aposto que as outras Agências vão pensar duas vezes antes de fazer o mesmo.
Ah, grandes tugas!

JP

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Oito e Oitenta (#156)

Oito: Já somos "lixo"

Quando pensamos que a situação do país bateu no fundo e não pode descer mais baixo eis que surge alguém que faz questão de nos provar o contrário.
Foi o que aconteceu ontem. E desta vez foi a agência de rating americana, Moody’s.
Em nova avalização que fez da situação do nosso país decidiu cortar o rating do nível "Baa1" para "Ba2", ou seja, entrámos na classificação de "lixo".
Ou seja, em termos gerais, quer dizer que a nossa dívida, aos olhos desta Agência, vale cada vez menos e inspira cada vez menos confiança para que os investidores apostem em nós.

Das duas, uma. Ou estes senhores andam desatentos da realidade do nosso país, ou então já nem o anunciado corte de cerca de 50% no nosso subsídio de Natal serviu para acalmar a forma como olham para as hipóteses que o nosso país tem de "dar a volta por cima" a esta situação.
A Grécia começou assim...


Oitenta: As praias portuguesas

Agora que mais uma época balnear começou e que nos estamos a preparar para as férias de verão, normalmente com praia pelo meio, é sempre bom saber que temos boas praias à nossa disposição.
A lista anual que divulga as praias portuguesas com bandeira azul foi divulgada há alguns dias e mostra que a maioria das nossas praias continua a poder ostentar essa bandeira.
Portugal é alias um dos países do mundo com maior número de praias com bandeira azul. Sem dúvida um excelente incentivo ao lema "vá para fora cá dentro".

JP