Antes de saires de casa presta atenção

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Censos 2011

Na semana passada o NP falou dos censos, focando-se no distrito de Portalegre.
Pegando nos resultados preliminares nacionais já disponibilizados pelo INE, eu hoje proponho alargar um pouco o âmbito, olhando para alguns dados interessantes e relevantes a nível do Alentejo e do país.

Começando a olhar para o nosso distrito de Portalegre num contexto nacional, a triste realidade mostra que é o menos populoso do país, com apenas 118.952 habitantes.
O distrito que fica imediatamente acima de nós é trasmontano e é o distrito de Bragança, com 136.459 habitantes, seguido de mais um alentejano, o de Beja com 152.706 habitantes.

Se compararmos com os números registados nos censos de 2001, vemos que o distrito de Portalegre em 10 anos perdeu quase 10 mil habitantes, pois nessa altura registava 127.018 habitantes.
Ainda assim, já em 2001, era o distrito com menos população, pois Bragança contava com 148.883 habitantes e Beja com 161.211.
Nota-se que apesar de continuar a ter mais habitantes que o distrito de Portalegre, nestes últimos 10 anos, Bragança perdeu mais habitantes, com um saldo negativo de mais de 12.000.

No extremo oposto, como seria de esperar, estão os distritos de Lisboa e Porto com, respectivamente, 2.244.984 e 1.816.045 habitantes.
O pódio é completado com o distrito de Setúbal, já com uma grande diferença para estes dois, com 849.842 habitantes, mas com uma distância mínima para o de Braga, que regista 848.444 habitantes.
Recuando 10 anos, até 2001, não há diferenças nos dois primeiros lugares, pois Lisboa contava com 2.136.013 habitantes e o Porto com 1.781.836. Ambos ganharam habitantes, o que aliás não deve espantar ninguém dada a realidade do país.
A diferença está mesmo no terceiro lugar dos mais populosos, pois em 2001 era Braga com 831.366 e só depois vinha Setúbal com 788.459.
Braga até cresceu em mais de 17 mil habitantes mas foi Setúbal que deu um grande salto, aumentando em mais de 61 mil habitantes. Provavelmente beneficiando da migração das muitas pessoas que abandonaram o Alentejo e de muitas outras que, trabalhando em Lisboa, têm optado por estabelecer residência na margem sul to Tejo.

Olhando agora um pouco para dentro do Alentejo, também como seria de esperar, os concelhos mais populosos são encabeçados pelas três capitais de distrito, respectivamente, Évora com 57.073 habitantes, Beja com 35.730 e Portalegre com 24.973.
Depois das três capitais de distrito, temos Odemira com 26.104 habitantes, provavelmente beneficiando da enorme área do concelho, Elvas com 23.087 e Montemor-o-Novo com 17.409.

As comparações relativas com 2001 não dão resultados muito diferentes. Já há 10 anos atrás os três concelhos mais populosos do Alentejo eram as capitais de distrito. Na altura, Évora com 56.519 habitantes, Beja com 35.762 e Portalegre com 25.980.
Com a curiosidade de ver que nestes 10 anos Évora ganhou mais de 500 habitantes, Beja ganhou 32 e Portalegre, a única das três capitais que perdeu, com menos 1007 habitantes.

Termino com um dado curioso do nosso distrito, que já o NP tinha referido no seu post. Em todo o distrito de Portalegre, o único concelho que ganhou habitantes foi Campo Maior, que passou de 8.387 para 8.793. Mais 406 habitantes.
Como já dizia o NP, creio que a causa para perceber esta evolução é fácil de encontrar. Certamente está ligada à Delta Cafés, que é o grande motor económico do concelho de Campo Maior e arredores.

JP

domingo, 10 de julho de 2011

As escolhas dos Dualidades (#144)

Porque hoje é Domingo, é dia de música no Dualidades.
E o tema que hoje vou usar para introduzir as nossas escolhas musicais desta vez também tem a ver com música.
Vou falar de um dos maiores e melhores festivais de música do nosso país, do meu ponto de vista. Do Optimus Alive.
É um festival que está longe de estar entre os mais antigos e com mais tradições dos muitos que se realizam no nosso país, pois conta ainda com poucas edições, mas acho que ano após ano tem conseguido impor-se pela qualidade, variedade e também quantidade de música que apresenta a quem por lá passa. Todos estes anos têm sido a somar pontos.

Mas na edição deste ano, e mais concretamente na tarde/noite de Sexta-feira, as coisas não correram da melhor forma.
A Organização do festival detectou uma possível falha de segurança numa das estruturas (“Uma viga que não inspirava confiança”) e para evitar males maiores teve de cancelar três concertos marcados para esse dia e atrasar outros dois.
É claro que nestas questões a segurança obrigatoriamente tem de estar sempre em primeiro lugar, mas para os milhares de pessoas que estavam no recinto do Festival e se viram privados de assistir aos concertos para os quais tinham pago bilhete torna-se sempre difícil de aceitar esses imprevistos e a contestação faz-se sempre sentir.
Uma situação que se espera não volte a acontecer e também que não abale os créditos já conseguidos por este festival.

Feita esta pequena nota sobre o Optimus Alive, vamos agora à nossa música. Aqui ficam as duas para vossa escuta e opinião.

Dualidades NP

Dualidades JP

Bom Domingo.

JP

sábado, 9 de julho de 2011

Sugestão Dual (#79)

A sugestão dual de hoje, e apesar da crise e das medidas de austeridade impostas, passa pelas férias que acabam de começar e por aproveitar o que de melhor elas têm para oferecer.

Para fora cá dentro, como tem de ser, e evitando despesismos, podem aproveitar uns bons dias de sol, as delicias do mar, da areia e alguns dias de "dolce fare niente".

Deixo-vos com o sócio JP durante esta semana, fazendo votos que os estragos não sejam irreparáveis e que não me espante a "freguesia".

Até ao meu regresso!

São Mais Dualidades!!!
NP

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Censos 2011 no Distrito de Portalegre

Já são conhecidos os resultados da contagem a que, recentemente, a população portuguesa e aqui residente foi submetida.

Mas deixemos os totais nacionais e foquemo-nos no distrito de Portalegre, um dos mais envelhecidos e com menor número de habitantes.

Os valores totais dizem-nos que no conjunto dos quinze concelhos que o compõem, o distrito perdeu 6,8% da sua população que é como quem diz 8.066 pessoas. No total somos agora 118.952 habitantes.

A cidade de Portalegre continua a ser o concelho com maior número de habitantes, 24.973, contra os 23.087 do concelho de Elvas.

Analisando a evolução, Portalegre perde 958 residentes relativamente a 2001, ou seja, 3,9%, uma perda que me parece substancial e que espelha a difícil situação económica que assola a capital de distrito com o encerramento de várias unidades fabris que compunham o seu tecido empresarial.

Elvas regista uma perda menos acentuada. Perde 274 pessoas face ao número de habitantes de 2001, ou seja, 1,1%. A situação económica elvense não é muito melhor que a da capital de distrito, contudo a sua situação raiana confere-lhe um estatuto particular. Acredito que a atenuar a quebra de habitantes esteja o número de famílias espanholas que tem vindo a fixar-se em Elvas à procura de melhores condições de vida.

Pela positiva destaca-se o vizinho concelho de Campo Maior onde a pujança económica do Grupo Delta contribuiu para um aumento da população em 406 pessoas. Actualmente a vila soma 8.793 habitantes, mais 4,6% que em 2001.

O resto do distrito, com excepção feita à cidade de Ponte de Sor e à vila de Nisa apresenta valores muito baixos de habitantes e com quebras acentuadas, sinal da desertificação, da falta de oportunidades e da ruralidade do mesmo…o tal Portugal a dois tempos que tantas vezes aqui temos debatido no nosso Dualidades.

Se no tempo de vacas gordas os sucessivos governos não criaram investimentos estruturantes para o distrito, não será agora que as vacas estão bem mais magras que as apostas vão aparecer…

Cristóvão Crespo e Pedro Marques representam-nos na Assembleia da República, esperemos para ver, apesar da esperança ser pouca. A continuarmos assim, em 2021 o distrito continuará a perder habitantes e com eles os seus sonhos, a sua dinâmica e a sua vontade de o fazer maior e melhor.

São Mais Dualidades!!!
NP

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Oito e Oitenta (#156)

Oito: Já somos "lixo"

Quando pensamos que a situação do país bateu no fundo e não pode descer mais baixo eis que surge alguém que faz questão de nos provar o contrário.
Foi o que aconteceu ontem. E desta vez foi a agência de rating americana, Moody’s.
Em nova avalização que fez da situação do nosso país decidiu cortar o rating do nível "Baa1" para "Ba2", ou seja, entrámos na classificação de "lixo".
Ou seja, em termos gerais, quer dizer que a nossa dívida, aos olhos desta Agência, vale cada vez menos e inspira cada vez menos confiança para que os investidores apostem em nós.

Das duas, uma. Ou estes senhores andam desatentos da realidade do nosso país, ou então já nem o anunciado corte de cerca de 50% no nosso subsídio de Natal serviu para acalmar a forma como olham para as hipóteses que o nosso país tem de "dar a volta por cima" a esta situação.
A Grécia começou assim...


Oitenta: As praias portuguesas

Agora que mais uma época balnear começou e que nos estamos a preparar para as férias de verão, normalmente com praia pelo meio, é sempre bom saber que temos boas praias à nossa disposição.
A lista anual que divulga as praias portuguesas com bandeira azul foi divulgada há alguns dias e mostra que a maioria das nossas praias continua a poder ostentar essa bandeira.
Portugal é alias um dos países do mundo com maior número de praias com bandeira azul. Sem dúvida um excelente incentivo ao lema "vá para fora cá dentro".

JP

terça-feira, 5 de julho de 2011

O Facebook

O Facebook faz, indiscutivelmente, parte das nossas vidas.

Através dele reencontramos amigos e familiares com os raios fomos perdendo o contacto por nenhuma razão em especial, as vezes apenas por preguiça ou por acomodação.

Muitos almoços e jantares de curso se agendaram, muitos amigos de infância retomaram contacto, antigos vizinhos.

A vida social passa pela nova e virtual forma de convívio. No Facebook vemos as fotos das ferias dos nossos amigos, os seus planos em família, a casa nova, o carro, os animais de estimação, as mais recentes fotos das crianças. Partilha-se músicas de que se gosta, sons da infância, fazem “likes” por dá cá aquela palha.

Alguns criticam, eu sou da opinião que desde que usado com moderação o Facebook pode ser bastante útil.

As empresas descobriram novas formas de divulgar os seus produtos e serviços e qualquer um de nos cidadão anónimo pode ter acesso ao perfil de alguma das figuras publicas que vemos na televisão, admiramos pelos seus dotes vocais, de representação, etc e, em alguns casos, ate conseguir a sua “amizade”.

Muitas pessoas conheceram desconhecidos, estabeleceram contacto, foram conversando, descobrindo-se e hoje vivem felizes relações amorosas.

É vulgar em cidades pequenas como Elvas que se adicionem todas as caras conhecidas que nos habituamos a ver na rua desde sempre mas com as quais não mantemos grande, ou nenhum, relacional.

Em alguns casos ate se criam laços e vão surgindo uns tímidos “olas” que se tornam comuns e a conversa vem a seguir.

No entanto, estranho particularmente a reacção de pessoas que, após o envio de um pedido de amizade a alguém que conhecem de vista continuam sem esboçar um simples “bom dia” ou “boa tarde” quando se cruzam na rua. Então mas qual é a ideia? Ter muitos amigos apesar de que não nos digam grande coisa?

Adicionei dois ou três nessas condições mas após o contacto visual na rua e a falta de reacção foram de imediato eliminados.

Que estranha sociedade esta onde as relações passaram a ser vividas virtualmente.

Será sinal de solidão?

Acredito que sim. O que pode levar tantas pessoas a exibirem as suas conquistas no Facebook? Necessidade de afirmação? Necessidade de mostrarem aos outros que estão vivos e bem? A sociedade esta doente e numa montra como o Facebook exibe-se a feira das vaidades!

São Mais Dualidades!!!
NP

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O que será das nossas pontes

Este fim-de-semana foi um pouco estranho. E a culpa foi dos anteriores fins-de-semana mais longos e das respectivas semanas de trabalho mais curtas, com feriados nacionais, feriados municipais aqui por Lisboa e pontes à mistura.
Depois de uns fins-de-semana anormalmente longos, voltarmos a um fim-de-semana com uns meros dois dias sabe a pouco e deixa-nos com um sabor a "quero mais". Finalizados os dois dias não há mais bem-bom, é preparar para mais uma semana de trabalho.

Como bom português, não coisa que aprecie mais que um feriadozito. E se der para uma ponte, ainda melhor.
Nestes momentos não há crise que nos sensibilize ou nos faça pensar em produtividade. É mais forte e faz parte de nós.

Mas este nosso "pecadozito" pode estar prestes a ser cortado. Pelo menos a parte das pontes.
Após este novo Governo tomar posse começou a ouvir-se falar na hipótese dos feriados que calham estrategicamente em dias da semana que "obriguem" os portugueses a fazer a sua ponte poderão ser movidos e "encostados" ao fim-de-semana.
O objectivo é esse mesmo. Evitar que os portugueses façam as tais pontes e consequentemente menos dias de produtividade.

Neste aspecto estou um bocado relutante e duvidoso quanto a quem é que pretendem atingir com esta medida. Passo a explicar.
Quando eu aproveito um feriado para fazer uma ponte, não estou a fazer mais do que meter e gastar um dos meus dias de férias, a que tenho direito. Pois bem, se estou a gastar um dos meus dias de férias, quer dizer que não o vou gozar noutra altura qualquer.
Se desperdiço um dia de produtividade na ponte, não o vou desperdiçar noutro dia qualquer.
Portanto, do meu ponto de vista, essa medida não vai servir para aumentar a minha produtividade e de muitos outros que têm de fazer o mesmo se quiserem gozar uma ponta.
Por este motivo, se esta medida vier a ser implementada, do meu ponto de vista, apenas poderá afectar e melhorar a produtividade daqueles que têm facilidade em construir as suas pontes à base de baixas e falsas justificações para faltar ao trabalho, não usando dias de férias para o efeito.
Não deve servir de muito...

JP

domingo, 3 de julho de 2011

As escolhas dos Dualidades (#143)

A actualidade da semana foi marcada não só pelo desaparecimento do actor/cantor Angélico, que muito abalou os seus fãs, mas também pelo anúncio do imposto extraordinário que nos vai roubar 50% do subsidio de natal, restando-nos ainda saber de que forma seremos extorquidos.

É verdadeiramente vergonhoso!

Assim que chegam ao poder os políticos portugueses só conhecem uma forma de mostrar serviço: à custa dos bolsos dos cidadãos e normalmente dos mesmos, a classe média.

Todos querem resultados rápidos e com pouco trabalho para as suas iluminadas cabecinhas pensadoras.

E agora perguntamos nós, "então mas não havia outra forma menos penosa de somar os tais 800 milhões de euros?". E eu respondo "haver havia, mas não era a mesma coisa!".

Estamos feitos! É caso para se dizer que a merda é a mesma, mudaram apenas as moscas.

Uns encheram os bolsos e arruinaram o país e agora nós pagamos. É assim que tencionam lá ir? Por mim falo, só tenho vontade de emigrar!

Vamos à musica para alegrarmos o espírito!

Dualidades JP

Dualidades NP

São Mais Dualidades!!!
NP

sábado, 2 de julho de 2011

Sugestão Dual (#78)


A minha sugestão para este fim-de-semana é muito simples. Leiam o post de ontem do NP, que explica muito bem o que se vai passar pela nossa cidade.
Este fim-de-semana e já a começar ontem, Elvas organiza mais um Festival Medieval. E vai na 5ª edição.

O nosso castelo e os figurantes vão vestir-se a rigor para receber todos aqueles que queiram viver um pouco do ambiente que vivia há alguns séculos atrás.
Aqui fica, mais uma vez, o convite do Dualidades para aparecerem por Elvas e no alto da cidade, no seu castelo.

Bom fim-de-semana medieval.

JP

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Festival Medieval de Elvas

É já a partir de hoje e até ao próximo domingo que a parte alta da cidade de Elvas faz uma viagem no tempo e nos convida a todos a reviver as emoções da Idade Média.

Nessa altura a cidade era uma importante praça de guerra, linha avançada de defesa da independência nacional contra um rival histórico: o Reino de Espanha.
Segundo Censos da época, Elvas chegou a ser a quinta cidade do reino, apenas precedida por Lisboa, Porto, Évora e Santarém... tempos áureos que infelizmente hoje não se verificam.

O certame medieval tem vindo a afirmar-se ano após ano e é já uma referência na cidade, na região e principalmente na vizinha extremadura de onde nos chegam centenas e centenas de visitantes. A manter-se a tradição dos últimos anos vão ser aos milhares os que vão querer ver "in loco" a quinta edição do Festival Medieval de Elvas.

A envolvente ao Castelo é propicia à celebração, a recriação também me parece ser muito bem conseguida e o esplendor das muralhas é a cereja no topo do bolo, este ano com o encanto especial de terem uma iluminação condigna com a sua imponência. Acredito que seja convidativo um passeio pelo exterior da muralha do castelo na íngreme encosta que nos leva até ao Cemitério dos Ingleses. A máquina fotográfica não vai ter descanso na procura incessante pelo melhor ângulo.

Do programa fazem parte danças medievais, torneios, danças com fogo, falcoaria, tabernas, tiros com arco, bobos, saltimbancos... tudo o que possa ajudar a que nos sintamos realmente de volta à Idade Média.

A cidade continua na conquista de visitantes através do investimento em eventos que despertem a sua curiosidade. Depois do Carnaval de Verão de há 15 dias e do Bacalhau Dourado de há três semanas, esperamos que a restauração elvense volte a facturar e vá fidelizando cada vez mais clientes, enquanto veículo que sustenta a economia local. A aposta passa por uma gastronomia diversificada, tradicional e bem confeccionada, aliada a um bom serviço, preferencialmente amável e simpático.

Enquanto a crise continua a assolar-nos e não surgem investimentos e perspectivas de trabalho por estas paragens, que se vá dando alguns balões de oxigénio a quem já sobrevive com tantas dificuldades. E temos que nos valer por nós próprios porque este governo, à semelhança dos anteriores não parece interessado em investir no Alentejo nem em criar condições que fixem as populações... o TGV já foi e em carteira apenas parece constar a palavra de ordem "contenção, contenção, contenção".

São Mais Dualidades!!!
NP