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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Asociacion para el desarollo de la Eurociudad Badajoz / Elvas

Quer seja através do Facebook, da imprensa local ou da blogosfera elvense, já não é novidade para ninguém a criação da Asociacion para el desarollo de la Eurociudad Badajoz / Elvas que teve lugar na semana passada.

Constituída por dois espanhóis e dois portugueses, a associação pretende “favorecer a cooperação entre ambas as cidades e as suas gentes, assim como o desenvolvimento conjunto social, cultural e económico e sua promoção a nível internacional”.

Pretende levar a cabo “conferencias, fóruns, exposições, publicações de todo o tipo e em geral toas aquelas que sirvam os fins anteriormente descritos.

Nesta primeira fase de divulgação pretende angariar sócios, pelo que, os interessados podem fazê-lo através do blog http://eurocidadeelvasbadajoz.blogspot.com/ onde encontrarão toda a informação necessária.

Enquanto a vontade política não se põe de acordo, são os cidadãos anónimos que se põem em campo e começam a construir algo que pode trazer benefícios evidentes para ambos os lados da fronteira e que, ao fim e ao cabo, existe na prática e só falta mesmo formalizar.

As relações bilaterais Elvas – Badajoz fazem parte do quotidiano de ambas as cidades, intimamente ligadas há séculos. Só faz sentido existir uma Elvas muralhada, rainha da fronteira, porque em frente a ela se ergue uma Badajoz que, em diversos episódios da história, chegou a pô-la em causa.

Os elvenses atestam as suas viaturas em Badajoz, os pacenses vêm comer à restauração de Elvas. Os elvenses visitam regularmente o San Juan de Badajoz como os pacenses acorrem ao São Mateus de Elvas. Os elvenses enchem as tiendas da Calle Menacho nos sábados à tarde, como os pacenses invadem o Modelo de Elvas nos domingos de manhã. Os elvenses gostam de experimentar as sensações que o parque aquático Lusiberia lhes pode proporcionar, como os pacenses procuram o sossego da piscina do Elxadai Parque…etc,etc…

São dezenas os exemplos de rotinas que unem as duas cidades e as suas gentes, numa história comum, apesar de duas culturas distintas e duas nações diferentes.

À primeira vista pode pensar-se que, a criar-se formalmente uma Eurocidade, Elvas seria a mais favorecida atendendo à dimensão de Badajoz e ao que esta teria para oferecer, no entanto, no âmbito da candidatura conjunta a Património Mundial pudemos perceber que a cidade espanhola também tem a ganhar ao unir-se a Elvas. Sozinha não ousaria ambicionar tal classificação, mas de mãos dadas com a vizinha cidade portuguesa pode caminhar para um desfecho que turisticamente lhes traga mais-valias.

Saúdo a criação da associação e faço votos que contribuam activamente para esclarecer mentalidades e ir abrindo um caminho que, mais cedo ou mais tarde, terá que ser percorrido.

Bem hajam!

São Mais Dualidades!!!
NP

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Eurocidade Elvas-Badajoz...hum...

Depois de estar agendada para Janeiro deste ano e de ter sido alterada para Julho por impossibilidade de agenda do governo espanhol à frente da União Europeia no primeiro semestre de 2010, parece que a Cimeira Ibérica está agora marcada para o próximo mês de Setembro.

O local escolhido: Elvas, pois claro!

Em agenda, entre outros temas, estará a linha de alta velocidade Lisboa-Madrid e a estação internacional do Caia que, segundo uma reunião entre o ministro das Obras Públicas e pelo ministro espanhol do Fomento que teve lugar em Madrid por estes dias, será gerida por uma sociedade conjunta criada pelos gestores da rede dos dois países : Refer e Adif.

Mantém-se o compromisso de que a linha de alta velocidade estará concluída em 2013 e ficou acordado entre os ministros dos dois países que, a estação de passageiros será construída do lado espanhol, enquanto que a de mercadorias surgirá do lado português.

Mal foram conhecidas essas declarações, Miguel Celdran, alcalde de Badajoz demonstrou o seu desagrado.

Segundo o mesmo, surge a questão do transporte das mercadorias desde a estação elvense até à plataforma logística construída do lado espanhol.

Em declarações inflamadas, o alcalde espanhol alega que os interesses de Badajoz são sempre deixados para segundo plano e que prevalece a vontade portuguesa…

Tal afirmação suscita-me bastante estranheza uma vez que todos sabemos que na prática as coisas não funcionam assim. Neste tipo de projectos internacionais, a vontade espanhola parece ter uma importância preponderante. Recordemos que, a ligação Lisboa-Madrid tanto por auto-estrada como a própria linha de alta-velocidade viram o seu trajecto definido por Elvas e Badajoz graças à preferência do governo espanhol. Em Portugal surgiram pressões do norte do país que davam preferência à fronteira de Vilar Formoso, mas as decisões estão à vista.

Apesar de reconhecer que algumas questões são pertinentes, parece-me que mais uma vez o alcalde de Badajoz deixa bem evidente a sua posição contrária ao projecto idealizado para uma Eurocidade entre Elvas e Badajoz, com benefícios para ambas.

Mais do que nunca as duas cidades deviam mostrar-se juntas na prossecução de objectivos comuns, mas posições como estas parecem-me desajustadas e nitidamente bairristas.

Aguardemos os próximos episódios para ver onde isto tudo vai parar...entretanto, mais 30% do capital transaccionado no comércio de Badajoz é de origem portuguesa...
Dá que pensar!!!

São Mais Dualidades!!!
NP